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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Estudo diz que agrotóxicos podem aumentar o risco de déficit de atenção em crianças

Um estudo da Academia Americana de Pediatria mostrou que o consumo de alimentos com agrotóxicos pode estar relacionado com um transtorno que afeta crianças e adolescentes. Jovens que tinham resíduos acima da média de um tipo de agrotóxico comum apresentaram risco duas vezes maior de desenvolverem o déficit de atenção do que o resto do grupo.

Entre uma dieta de frutas, legumes, verduras e uma criança hiperativa pode existir uma relação chamada agrotóxico. Os produtos químicos usados para melhorar a produção e livrar os alimentos das pragas agem no sistema nervoso dos insetos e o efeito pode ser semelhante nas pessoas.
Para testar a ligação entre os agrotóxicos mais usados nos Estados Unidos e o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, cientistas americanos e canadenses fizeram uma pesquisa com mais de 1,1 mil crianças de 8 a 15 anos e, entre elas, 119 foram diagnosticadas com o transtorno. Ao analisar o resultado dos exames de urina dos jovens os especialistas concluíram que os que tinham resíduos acima da média de um tipo de agrotóxico comum, chamado de organofosforado, apresentaram risco de desenvolver o déficit de atenção duas vezes maior do que o resto do grupo.

Este foi o maior estudo em relação ao efeito dos agrotóxicos no comportamento infantil. Só nos Estados Unidos o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade atinge 4,5 milhões de crianças e a metade toma medicamentos para tentar controlar o distúrbio. Se os agrotóxicos também podem provocar isso, a orientação dos médicos é que as pessoas lavem bastante os alimentos antes de comer e procure os que são produzidos sem agentes químicos; os alimentos devem ser saudáveis não só na aparência.


Fonte: www.portalagricola.com.br

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Produtos infantis têm açúcar, sal e gordura em excesso

Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) analisou 30 alimentos industrializados destinados a crianças e detectou teores de açúcar, sal e gorduras acima do ideal. Além disso, alguns apresentaram teores nutricionais acima do descrito na embalagem, o que pode levar o consumidor a exceder sua cota diária de gordura ou sódio. A legislação brasileira tem uma tolerância de até 20% de variação nos valores expressos, mas nesses casos a discrepância foi acima do permitido. O excesso de sacarose, considerado o pior dos açúcares, foi outro problema apontado pelo instituto. De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo, para adequar o consumo ao longo da vida, o ideal é reduzir o sódio já na infância – o que não tem acontecido com os brasileiros.


Fonte: REBRAE

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Má nutrição começa no berço


Pesquisa mostra que a maioria das crianças tem consumido alimentos industrializados em vez de saudáveis por culpa dos pais!!



A maioria dos pais oferecem aos filhos produtos industrializados no lugar de alimentos saudáveis antes do primeiro ano de vida, trocando até mesmo a amamentação exclusiva por alimentos ricos em gorduras e açúcares. A conclusão é de uma pesquisa realizada no departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O estudo, feito com 270 pais de crianças de berçários de creches públicas e filantrópicas, apontou que até salgadinhos e embutidos são dados para bebês e crianças por 67% dos pais, que são em sua maioria jovens e com baixa renda e escolaridade.

A nutricionista e autora do estudo, Maysa Helena de Aguiar Tolone, explica que a ingestão precoce e continuada de alimentos altamente calóricos e de baixo valor nutricional - como a maioria dos industrializados, está associado ao abandono do aleitamento materno e ao baixo conusumo de frutas, legumes, cereais e hortaliças.

Maysa explica que esse comportamento compromente o crescimento e desenvolvimento infantil, além de desencadear processos alérgicos, carências de vitaminas e minerais, doenças crônicas não transmissíveis e até diversos tipos de cânceres.

A pesquisa mostra também que, até os três meses de vida, 31% dos pais afirmam ter oferecidos açúcar ao filho, 49% chás e 18% mel. Até os 12 meses, esse número é mais alarmante ainda. O açúcar atinge o índice de 87%, o chá 88% e o mel 73%. "O uso precoce de açúcar faz parte de hábitos culturalmente estabelecidos e utilizados erroneamente pelas mães para 'satisfazer o paladar da criança', explica Maysa.

As crianças experimentam refrigerante muito cedo. Enter o primeiro e o sexto mês de vida, 12% delas já experimentaram. Até os nove meses, esse índice sobe para quase 20% e mais da metade (56,5%) já teve a bebida incluída no cardápio até o primeiro ano de vida.

Começar a educar o paladar não adoçando os sucos de frutas naturais pode ser a primeira providência. O sabor verdadeiro das frutas é, sem dúvida, mais saudável. Evitar sempre refrigerantes, líquidos sem valor nutritivo, também vale a pena. Outra dica é oferecer líquidos antes ou depois das refeições, não durante. Guloseimas? Não valem a pena. Muitos sabem, por outro lado, que compensa insistir em um cardápio diversificado, equilibrado, incluindo criações criativas de boa aceitação. Horários e rotina são fundamentais.

Fonte: CRN 6

domingo, 7 de junho de 2009

Comida infantil tem qualidade pior no País, diz pesquisa

Fabricantes multinacionais de alimentos infantis anunciam e vendem no Brasil produtos menos saudáveis do que os comercializados na Europa e nos Estados Unidos. Visando as crianças, as companhias adotam aqui publicidade mais permissiva do que nas nações mais ricas.


Essas são algumas das conclusões de pesquisa realizada em parceria pelo Instituto Alana e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor entre janeiro e fevereiro deste ano e divulgada para pressionar o governo federal a adotar restrições para a publicidade de alimentos infantis. Entre dez multinacionais que fizeram publicidade em sites e durante programação infantil na TV ao longo do período analisado nove adotam “duplo padrão de conduta”. Isto é: produtos e anúncios feitos para o Brasil jamais poderiam ser veiculados lá fora, segundo a autorregulamentação que as multinacionais adotam nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo. O Brasil discute desde 2006 uma regulamentação específica sobre publicidade de alimentos industrializados e limites para quantidades de açúcar, gorduras e sódio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu em consulta pública, por exemplo, que alimentos com excesso de açúcar são aqueles com 15 e 100 gramas ou 7,5 gramas por mililitro ou mais. No caso de gordura saturada, os alimentos com excesso são aqueles com 5 gramas ou mais da substância por 100 ou 2,5 gramas por 100 mililitros. Os padrões da Anvisa foram usados também para a pesquisa, mas as ONGs que organizaram o estudo tomaram como referenciais principalmente as composições nutricionais e as regras para anúncios de acordo com Organização Mundial da Saúde e regulamentação nos EUA e Europa.

Fonte: Agência Estado